Quando nos referimos ao universo da edtech (tecnologia educacional), costumamos pensar em soluções sofisticadas dessas novas tendências, como gamificação e ensino com realidade virtual. 

Porém, existem técnicas mais simples, que buscam facilitar o trabalho ou resolver determinado problema, como o plano de aula. Normalmente, ele contém o tema da aula, objetivo, pontos a serem abordados e método de avaliação do conteúdo. Mas é só isso?

Neste artigo, vamos mostrar como o plano de aula pode impactar positivamente o processo de aprendizagem e colaborar com o sucesso do seu curso online. Além disso, você aprenderá como elaborá-lo. Portanto, boa leitura!

O que é plano de aula?  

O plano de aula é um guia para que o professor defina o que vai oferecer aos alunos e como passará esse conhecimento para que o processo de aprendizagem alcance o objetivo proposto.

Esse documento, organizado pelo professor, contém informações, como:

  • Tema da aula;
  • Objetivo da aula;
  • Metodologia;
  • Forma de avaliação;
  • Bibliografia.

Assim, o plano de aula pode garantir uma melhor organização do conteúdo programático, já que nele estão reunidas as principais informações que devem ser abordadas durante as aulas. 

 

Por que criar um plano de aula?

Criar um plano traz diversos benefícios para o andamento das aulas, ao mesmo tempo em que contribui enormemente para o aprendizado.

Sendo assim, com um planejamento organizado, o professor deve ter mais tranquilidade para abordar o conteúdo e realizar o acompanhamento dos alunos.

Vale dizer ainda que o plano de aula também auxilia o professor a perceber se o método adotado em suas aulas está sendo eficaz ou não.

 

6 passos para criar um plano de aula para curso online

Quem dá aulas presenciais, já está acostumado com essa técnica pedagógica. Mas, para o empreendedor digital que quer ousar na carreira e passar a sua expertise em um curso online, o plano de aula pode ser uma tarefa completamente nova. 

Além disso, dar aulas online é competir com uma infinidade de distrações vindas de apps e redes sociais acessíveis a um clique. 

Por isso, confira o nosso passo a passo para o planejamento da sua aula online:

 

1. Prepare o tema e defina o objetivo da aula

Tenha um tema maior bem definido a ser dividido em tópicos durante a aula ou em uma série de aulas. Isso varia muito entre os cursos.

Se a sua aula tiver 30 minutos, você só chegará até certo ponto em um tema. Mas se tiver 50, você poderá avançar mais um pouco, e assim por diante. No entanto, é essencial dosar o quanto você quer passar de conhecimento de acordo com o objetivo da aula. 

Então, por exemplo: se o objetivo de uma aula do seu curso de inglês é fazer com que os alunos aprendam o verbo “To be”, especifique se vai abranger o tempo verbal no presente e no passado, se abordará frases negativas etc., 

Além disso, é importante destacar qual a relevância de aprender o assunto: é um verbo de uso corriqueiro? É possível se comunicar sem ele? 

 

2. Escolha um método de avaliação diagnóstica

Algo que poucos empreendedores digitais se atentam ao produzirem seus cursos online, é que toda pessoa tem um contexto, um background. 

Frequentemente, já existe um conhecimento adquirido sobre determinado assunto, mas, mesmo que não haja, é recomendado perguntar.

Essa triagem costuma impactar no final, se o aluno realmente aprendeu o que foi passado. Além do mais, ninguém merece aprender algo que já sabia, certo? Pode ser entediante e, no meio digital, há infinitas distrações.

Porém, a avaliação pré-aula não precisa ser nada complexa. Na verdade, os alunos podem nem perceber que se trata de uma avaliação. 

Para isso, inicie um bate-papo e estimule uma chuva de ideias para saber o nível de conhecimento que os alunos já têm.

 

3. Determine o formato da aula e os recursos a serem utilizados

Uma aula pode exigir diversos formatos de conteúdo para torná-la mais dinâmica e prender a atenção dos alunos. Lembre-se que você está competindo com outras distrações e os alunos devem sentir-se instigados pelo tema. Por isso, aposte em conteúdos como:

  • Vídeos;
  • Apresentações de slides;
  • Áudios;
  • Demonstrações práticas;
  • Tira-dúvidas; 
  • Debate de mitos e verdades;
  • Exercícios.

E tudo o que mais a sua criatividade sugerir e seus conhecimentos sobre o assunto permitirem (desde que se encaixe com a aula), deverá estar registrado no plano de aula.

Se possível, inclua também os tempos dedicados a cada formato ou recurso utilizado. Pode parecer exagero, mas se você passar muito tempo nos slides e pouco tempo com exercícios, por exemplo, o aluno pode notar esse desequilíbrio. 

Como essa parte é o core da aula, uma dica extra é adicionar humor a qualquer que seja o formato ou recurso escolhido. Se o assunto é  denso e difícil, pode ser que o aluno encare a atividade como algo sofrido, e o humor ajuda a lidar com isso.

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4. Reúna as melhores referências

No caso de você explorar alguma estatística muito recente ou de um instituto pouco conhecido, é uma boa ideia inserir a referência no plano de aula para um ou outro aluno mais curioso a respeito de dados.

Mas um dos maiores motivos para você reunir as suas referências no plano é que elas podem servir de material complementar, convidando o aluno a se aprofundar na temática e continuar a aprendizagem sozinho.

Muitas referências e didáticas diferentes têm mais chance de serem claras ao entendimento deles do que apenas a sua única aula com a sua metodologia dada naquele momento pontual.

 

5. Selecione mais um método de avaliação

Agora sim, chegaram os passos finais da elaboração de um plano de aula: o método de avaliação, de saber se o objetivo proposto foi alcançado. 

Testes tradicionais são bem aceitos, assim como quizzes rápidos. Se for o caso, um bate-papo comparativo com as respostas pré-aula também podem funcionar, já que há esse contraste de um conhecimento resgatado versus conhecimento recém-adquirido.

Nesse sentido, tente alinhar o tipo de aula com o método avaliativo. Por exemplo: 

  • Se a aula foi mais conceitual, como em um curso de inteligência emocional, proponha reflexões e questões discursivas;
  • Para uma aula mais procedimental, em que você ensinou os alunos a fazerem algo e colocarem a mão na massa, peça um esboço disso que aprenderam, como em um curso de escrita no qual a avaliação seria escrever um conto;
  • Já na ocasião do conteúdo da aula ter sido atitudinal, isto é, um conteúdo que ensina atitudes e comportamentos, solicite desafios, como um curso que ensina sobre comunicação não-violenta e a avaliação é praticá-la com um familiar.

 

6. Solicite feedbacks sobre a aula

Agora é a vez de você, como professor, ser avaliado. Registre um lembrete no plano para você não se esquecer de pedir a opinião dos alunos sobre o conteúdo dado.

Existem também perguntas-chave para você utilizar nesse processo. É possível consultá-las em qualquer dinâmica pronta para pedir feedbacks. 

Conduza este momento para um feedforward também. Então, além de descobrir os pontos fortes e fracos da aula dada, saiba o que deve ser feito de diferente nas próximas, o que inclui possíveis mudanças no próprio plano de aula.

Cada aluno tem suas necessidades, assim como o professor e o próprio objeto de estudo. Por isso, o que vai orientar o sucesso do seu curso são essas avaliações e feedbacks.

 

5 dicas para ter um bom plano de aula

O cenário ideal é seguir esse passo a passo apresentado. Mas, no caso de não ser possível, tome nota dessas dicas abaixo. 

 

1. Experimente utilizar templates prontos de planos de aula

Utilizar um modelo de plano de aula pronto pode facilitar na hora de fazer o planejamento das suas aulas. Na internet, existem vários templates disponíveis, que podem fazer você economizar muito tempo e ainda garantir um planejamento eficaz.

 

2. Estude o funcionamento do processo de aprendizagem

Além de definir suas estratégias e organizar o conteúdo programático, é fundamental que você estude as bases do processo de aprendizagem e escolha ferramentas didáticas que potencializem o aprendizado dos alunos.

 

3. Inclua pelo menos uma atividade que envolva os alunos com a aula

Quanto mais engajados nas aulas os seus alunos estiverem, maiores são as chances de aprendizagem. Portanto, inclua no seu plano de aula atividades colaborativas.

 

4. Defina metas mensuráveis para o seu trabalho como professor

Que tipo de professor você gostaria de ser? O que você deseja alcançar ao lecionar aulas? 

Defina essas questões para que seja possível avaliar o seu sucesso em sala de aula. As metas ajudam a entender se o aprendizado das turmas está fluindo ou se é necessário algum ajuste na sua conduta para melhorar o aproveitamento. 

 

5. Flexibilize o plano de aula sempre que necessário 

Considere adaptar suas aulas de acordo com as demandas dos seus alunos. Pode ser que determinado tema esteja ultrapassado ou que algum tópico precise ser incluído antes de dar continuidade ao conteúdo que foi planejado.

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